segunda-feira, 8 de junho de 2009

A Caneta Teimosa

Mariazinha foi à aula,

Toda feliz e contente.

Levava a caneta novinha,

Que a avó lhe deu de presente.

A vovozinha amorosa

Recomendou-lhe prudência:

- Cuidado, minha netinha,

Sempre que for escrever,

Faça lição com paciência.

Mas como era distraída,

Mariazinha se perdeu,

Do que a vovó lhe dissera.

Foi fazer os seus deveres

E o bom conselho esqueceu.

Rapidamente escrevendo,

A caneta que corria,

Nas suas mãos inseguras,

O traços ficando tortos

E sua letra mal se lia.

Quando sua professora viu,

Aquela feia lição

Mandou-a fazer outra vez

Pois com letra como aquela,

Tudo era confusão.

Assustada, de repente,

A menina compreendeu

Que a vovó tinha razão:

se não tivesse cautela

Perderia o que escreveu.

Percebeu que com jeito e cuidado,

Bom mesmo era fazer devagar,

Usando bem a caneta

Que não era mais teimosa,

E que estava ali para ajudá-la a estudar . . .

Enise

O Casamento da Dona Baratinha

domingo, 7 de junho de 2009

Bolota - A abrobrinha triste

Um vaga-lume apareceu numa horta, procurando um legume para ser a carruagem da Gata Borralheira. Como o Chuchuzinho não foi aceito, a Cenourinha, então, se candidatou.

- E eu? Sou muito elegante, não acha?

- Você? - disse o inseto, mirando-a de ponta a ponta. - Se fosse para ser transformada em foguete espacial, você serviria, sim. Mas para carruagem, de jeito nenhum!

A pequena vagem, então se aproximou.

- Será que eu sirvo?

< or="#777A58">O pirilampo chegou a sorrir da pretensão dela. Exclamou:

- Só para asa de avião!

Quiabinho nem abriu a boca e foi rejeitado também:

- Você parece um prego.

Ante a dificuldade, o vaga-lume se inquietou.

- Não há mais ninguém nesta horta que queira colaborar comigo? - indagou, iluminando, um por um, os pequenos legumes.

Descobriu, então, encolhida em um canto, uma abóbora redondinha que o fitava com timidez.

- E você? - perguntou. - Não deseja ser a carruagem da Gata Borralheira?

A pergunta arrancou risadas da garotada.

- A Bolota? - disse o Chuchuzinho. - Ela é muito pesada.

- A Bolota? - disse a Cenourinha. - Só para caminhão. E Quiabinho ajuntou:

- Ou para assustar as pessoas no "Dia das Bruxas".

Até Abobrinha achou a idéia absurda:

- Eu sou horrível, disforme, não sirvo para nada.

O vaga-lume, entretanto, não pensava assim. Pediu à gorducha que se aproximasse da luz, observou-a atentamente e decidiu:

- Você está ótima, menina! Vai dar uma excelente carruagem, ampla e confortável!

sábado, 6 de junho de 2009

O Sapo Jurubeba



Os sapos, as rãs e as pererecas passavam dias e noites brincando e cantando no lago da Alegria Sem Fim.

Jurubeba era um sapo implicante, que não enxergava direito, mas não era mau.

Só que ela achava a lagoa bagunçada. por isso, sem perguntar nada a ninguém, resolveu arranjar um rei para pôr ordem nela.

Sapo Bolão, já bem velho e muito sábio, falou para Jurubeba:

- Não faça isso! Seus amigos da lagoa vão ficar com raiva de você. Quem quer um rei?

Mas Jurubeba não ouviu o sapo Bolão. Um dia, ele viu um enorme sapo boiando nas águas da lagoa e gritou:

- Achei! Achei o nosso rei!

Mas o enorme sapo não passava de um tronco velho, coberto de cipós, com um buraco que parecia mesmo uma grande boca aberta.

Jurubeba pensou que fosse um sapo-boi.

Os sapos, as rãs e as pererecas levaram um susto ao ver aquele tronco feio com a coroa do rei dos sapos. Mas não tiveram coragem de deixar Jurubeba triste e se calaram.

Uma manhã, a rãzinha Aretiza acordou de mau humor:

- Já cansei! Fora, seu tronco velho e feio!

Jurubeba acordou com os gritos de Aretiza. Pulou em cima do tronco e gritava:

- Faça alguma coisa, rei dos sapos! Você não é de nada?

Mas o rei não se mexia.

Finalmente, já cansado, Jurubeba voltou para a margem do lago e chorou.

Sapo bolão e Aretiza riam a bandeiras despregadas:

- Rei dos sapos??!! Só se for rei dos troncos velhos!


sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Gatinho Trapalhão


iau, Miau, vou passear no quintal,

disse Boris, o gatinho.

Andou, correu, subiu, desceu e "tibum", tropeçou.

Caiu na lata de óleo

e saiu melado igual a pinto pelado.

u, au, fez o cachorro. Não conheço você, não.

uá, quá, disse o pato. Boris você não é, não.

urrupaco, papaco, papaco.

Sai senão te empaco, disse o papagaio.

oris ficou muito triste. Seus amigos não o conheciam mais e ninguém

queria brincar com ele.

Aí mamãe gata chegou.

- Boris, meu filho, por que você está tão triste?

ocê me conhece, mamãe?,

perguntou Boris.

- Claro, meu filho! Mesmo vermelho de tomate, verde igual a abacate, amarelo como marmelo, eu conheço sempre você, Boris querido.

quinta-feira, 4 de junho de 2009